Em casa sempre existiu um aquário, incentivado pelo meu pai, e de vez em quando a gente comprava ums peixes e deixava lá. A manutenção era extremamente precária. Da mesma forma tinha dois tios meus que mantinham aquários com muitos poecilideos sem muita manutenção, a idéia que eles tinham é que aquário não se mexe, não se lava. Embora estivessem certo, esquecem que o aquário é um ambiente fechado que precisa de manutenção.
Apenas quando eu com meus pais nos mudamos de um apartamento para uma casa eu queria criar algum animal. Já cuidava de plantas diversas, porem o que gostaria era poder ver o comportamento animal, a reprodução, o seu desenvolvimento e crescimento.Como não podia criar animais que “andam” pela casa, por não ter permissão da dona da casa, pensei logo no peixe betta, apesar de nunca tê-lo criado, já o conhecia, por já ter tido aquário, cheguei a comprar antes aqueles livrinhos sobre espécies de peixes, vendidos nas lojas (esqueci o novo) sobre o betta.
Bem isso em 2004, porem sem trabalhar, consegui um aquário, me deram outro, criava poecilideos, comprei um casal de bettas, porem passei quase um ano sem conseguir por o betta para acasalar, nem lembro ao certo do porque. Não participava de grupos de emails (o qual recomendo) seguia o que lia na net. E nada do casal se cruzar. Às vezes morria um, comprava um novo. E segui-se assim ate inicio de 2005.
Nesse meio tempo me interessei pelos killiesfishes, o qual admiro pois considero mais interessante criarmos/valorizarmos animais da nossa própria fauna, afim de preservar e mante-los longe da extinção. Pena que o IBAMA não pense desta forma. Porem como meu foco é reprodução e desenvolvimento meu foco hoje é o betta. Devido aos killies conheci o Rogério Suzart, criador de killie e aquarista desde pequeno, o qual me deu umas dicas sobre o betta. E finalmente em fevereiro de 2005 o meu casal cruzou. Como viajei, só percebi quando voltei, vi o macho defendendo o ninho e afastando a fêmea. E logo depois percebi que alem dos ovos novos no ninho já havia alevino no aquário nadando na vertical, ou seja ele havia cruzado duas vezes em um intervalo de uma semana.
Após isso, veio o longo caminho de procurar saber como alimentar os alevinos, comprando cistos de artemia em loja 5g por uma fortuna, ate comprar em quantidade de fornecedores. Colecionar alimentos vivos, etc. Em 2005 comecei a estagiar e devido aisso fui conseguindo adquirir mais aquários, quer dizer comprava o vidro e montava. Comprei a minha estante de maçaranduba do Rogério. Porem os meus bettas eram vira-latas de petshop, pois mal possuía dinheiro pra comprar ração, imagine comprar um betta de linhagem mais o frete de um criador pagando R$100 ou mais.
Fiquei desempregado, estudando em Universidade federal ficava difícil conciliar o horário da aula para conseguir um emprego. Porem entre 2005 ao final de 2008 cruzei diversas vezes meus bettas vira-latas, e apesar de saber que estão longe de um bom betta de linhagem, eu acredito que fiz progressos, eles não geravam filhos multicoloridos, que é um sinal de má qualidade genética, fui eliminando a cor vermelha, já que buscava um peixes azuis
Porem em novembro de 2008, tive que desmontar minha criação (famosa “estufa”) pois meus pais resolveram reformar a casa, e só agora em dezembro de 2010 é que consegui novamente o espaço, cedido pelos meus pais para montar novamente minha estrutura.
Em breve estarei postando fotos da minha “estufa”, e pretendo registrar qualquer feito meu voltado a esse hobby, desde é claro meus cruzamentos e registro dos mesmos como a montagem de aquários, criação de alimentos vivos, o que vier a surgir.
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